Sexo Seguro

Sexo Seguro A estabilidade de uma relação frequentemente leva alguns casais a abandonarem o uso do preservativo em troca de outros métodos contraceptivos. Cem por cento dos entrevistados para esta matéria confessaram não usar camisinha com as parceiras fixas. Sim, há inúmeras outras formas de prevenir a gravidez. Mas o que dizer das Doenças Sexualmente Transmissíveis e da AIDS? Não seria o abandono da camisinha uma prova de fidelidade arriscada demais?


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Fazer um teste de HIV junto com a parceira é a primeira providência recomendada por todos. Já a prevenção à gravidez, por comodidade ou costume, ainda é função delegada exclusivamente às mulheres. Rafael Paulus cita, inclusive, um velho ditado sulista: “‘Gaúcho que é gaúcho não usa camisinha, manda plastificar’. Para evitar engravidar tem anticoncepcional. É mais barato e muito mais cômodo para o homem”.

O engenheiro Rizzotto faz coro à praticidade dos exames laboratoriais: “A camisinha como meio de prevenção é eficaz e deve ser utilizada sempre que a pessoa não tiver parceiro fixo. O que tenho feito para contornar a situação com uma namorada é fazer exame de sangue e trocar com ela estas informações”.

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Fernando Zanetti também acha natural o abandono do preservativo entre duas pessoas comprometidas. “Depois de certo tempo de relação, o casal em comum acordo acaba decidindo não usar mais. Mas o correto seria fazer um teste de HIV num laboratório”. Para o consultor Raul Marinho, a única ocasião em que o preservativo é unanimidade entre os homens é no sexo pago. “Casal estável, tipo namoradinhos, não rola usar. Comigo, pelo menos, nunca rolou e com os meus amigos, idem”. E justifica: “O cara fica burro quando está focado em sexo”.

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“Não se pode falar mal da camisinha, muito pior é pegar o HIV. Mas melhor coisa do mundo é ter uma namorada e fazer o teste do HIV junto com ela, dar negativo e os dois correrem para a cama”, acredita o jornalista Bernardo Tabak. Em relação à gravidez, Tabak ressalta: “Se inventarem a pílula do homem, eu tomo. Mas geralmente as mulheres encaram a pílula tranqüilamente. E uma coisa legal é dividir o preço da cartela. Olha que belo exemplo de romantismo e cumplicidade!”, sugere.

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A pílula masculina existe há anos. Ela causa os mesmos efeitos colaterais da pílula feminina e tem a mesma eficiência. Mas os laboratórios desistiram de lançá-la comercialmente por absoluto fracasso mercadológico, conforme resultado de amplas pesquisas: os homens não estão dispostos a usá-la. Talvez a única saída para a questão esteja mesmo, como afirma Raul Marinho, nas mãos das mulheres: “Não é difícil convencer o cara a usar camisinha. É só deixar claro que não vai rolar sem”.

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